
Nova fase do programa substituirá o repasse em dinheiro pelo fornecimento direto do botijão, beneficiando famílias de baixa renda cadastradas no CadÚnico.
O Governo Federal vai lançar na semana que vem a ampliação do Auxílio Gás, com o objetivo de garantir gás de cozinha gratuito a mais de 15,5 milhões de famílias. A informação foi divulgada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, durante o programa “Bom dia, Ministro”, transmitido pelo Canal Gov.
O que aconteceu
A reestruturação do programa federal visa diminuir o efeito do preço do gás de cozinha sobre o orçamento das famílias de baixa renda. Hoje, o Auxílio Gás beneficia cerca de 5,6 milhões de famílias.
Atualmente, cada família beneficiada recebe R$ 108 a cada dois meses. O valor repassado corresponde a 100% do valor do botijão de gás de cozinha (GLP) de 13kg. O repasse é resultado da média nacional do produto, calculado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O valor, porém, não é suficiente para comprar o botijão, como explica Rui Costa:
“Hoje é um subsídio financeiro, um valor fixo que a pessoa recebe. Só que esse valor não é suficiente para comprar o botijão de gás. Supostamente ele equivaleria à média do preço nacional, só que tem diferença de até R$ 60 a mais do que o valor médio. Você está falando de um valor médio no Brasil de R$ 109, R$ 105, e tem botijão no Brasil sendo vendido a R$ 160, R$ 170. Então há uma disparidade muito grande de preço a depender da distância, da localização da cidade, da região”.
Como alternativa, o ministro afirmou que a ampliação do auxílio vai fornecer o botijão diretamente para a família beneficiada. O Governo, então, irá pagar pelo botijão, e não ‘apenas’ oferecer o dinheiro para a compra que, por vezes, não é suficiente.
As 15 milhões de famílias receberão uma espécie de vale, um crédito, onde elas vão estar cadastradas na distribuidora, na revenda do gás — a mesma revenda que elas hoje usam para comprar o produto. Vai dizer: “olha, eu sou fulano de tal, está aqui meu CPF”. Ele vai estar cadastrado, vai retirar o gás, e o governo pagará esse botijão para ele, e com isso nós vamos dar dignidade”, afirmou Rui Costa.
O projeto de lei (PL) será direcionado a famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda igual ou inferior a meio salário-mínimo. O PL propõe aumento da disponibilização de recursos que podem chegar a R$ 13,6 bilhões durante o ano de 2026.
“Além dos efeitos econômicos, de possibilitar que a pessoa tenha dignidade para cozinhar seus alimentos, nós vamos reduzir muito o índice de queimaduras de crianças, de mulheres, de acidentes domésticos, que na busca por alternativas ao botijão de gás, usam líquidos, entre eles álcool para cozinhar, e com isso gera muitas queimaduras, e nós queremos, portanto, dar dignidade a essas pessoas”, completou o ministro da Casa Civil.






