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Tecnologia no AGRO: Veja o que empresa fez para reconhecer o gado

O uso da tecnologia no campo avança a passos largos, e a pecuária brasileira começa a experimentar inovações que podem transformar a forma como se faz o controle e a gestão dos rebanhos. Em tempos em que a rastreabilidade se tornou uma exigência do mercado, especialmente o internacional, soluções mais modernas e eficazes estão ganhando espaço.

Uma delas vem da cidade de Osório, no Rio Grande do Sul: trata-se de um dispositivo de reconhecimento facial para bovinos, desenvolvido pela empresa QR Cattle. A tecnologia é capaz de identificar cada animal a partir do focinho — como se fosse uma impressão digital —, em até quatro segundos, sem qualquer contato físico ou procedimento invasivo.

A inovação é liderada pelo advogado Flávio Mallmann, CEO do Grupo Sistema Sul S.A, e pelo administrador Paulo Bitar, CEO da RD2Buzz Brasil. “Com o leitor biométrico de focinhos, identificamos o animal para o resto da vida. É como a nossa digital”, afirma Mallmann.

Atualmente, os bovinos são identificados principalmente por brincos auriculares, que funcionam como um “RG”. O novo método, além de mais seguro, elimina fraudes e perdas, oferecendo acesso rápido e preciso a dados como origem, histórico sanitário e informações sobre sustentabilidade. Uma revolução silenciosa — mas eficiente — que está começando no campo.

Os tradicionais “brincos”

Eles são mais do que acessórios e contempla dados essenciais sobre o animal, como a data de nascimento, o sexo, lote, origem e dados sanitários, No entanto, a QR Cattle não quer competir com os brincos amarelos.

“Não vamos concorrer com o brinco, ele é complementar. A biometria é o chassi e o brinco é a placa, simples assim. Vamos entregar a rastreabilidade que valoriza o produto e atende às regras do mercado”.

A rastreabilidade de animais e outros produtos agrícolas se tornou uma exigência do consumidor interno e, principalmente, externo. A ideia é ter na palma da mão informações sobre todas as etapas da cadeia produtiva, da origem ao consumidor final, e comprovar, por exemplo, que aquele animal não foi criado em áreas de desmatamento ilegal ou se possui todas as vacinas em dia.


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